Turismo Esperantina

Esperantina, “A Terra do Peixe é Aqui”

Construindo uma Identidade ProdutivaA cidade tem a piscicultura uma de suas maiores fontes de geração de renda. Está entre os maiores produtores de peixe em tanque escavado no Piauí, mas também produz em tanques rede, nas águas do rio Longá e conta com sua própria produção de alevinos que abastece os produtores do norte do estado do Piauí e partes do Maranhão e Ceará.

Festival do PeixeEm parceria com o SEBRAE, Governo do Estado, a Prefeitura lançou em 2015 a primeira edição do “Festival do Peixe de Esperantina”, um dos maiores eventos da piscicultura do Piauí, reúne negócios, exposição tecnológica e novas práticas no cultivo do pescado, mas também revela o enorme potencial cultural e turístico da cidade, tornando-se agenda obrigatória no circuito de férias de julho.

Projeto – “Peixe de Esperantina” – Com a grande oferta de carne de peixe no município, a Prefeitura lançou um programa de incentivo ao consumo do pescado, começando pela rede pública de ensino. Através do PAA – Programa de Aquisição de Alimentos e recursos próprios, a Prefeitura compra o peixe dos produtores locais e faz o processamento da carne, que chega à cantina da escola totalmente sem espinhas, no ponto para se transformar nas receitas mais atrativas ao paladar infantil, um lanche mais saudável e com muito mais proteína.

Os investimentos públicos e privados tem agregado valor à cadeia da piscicultura, fortalecendo uma rede de negócios que impulsionam outras cadeias produtivas e de rentabilidade e consolidando uma identidade produtiva ao município de Esperantina.

Parque Ecológico Cachoeira do Urubu

Localizada na “Rota das Águas”, a cidade de Esperantina abriga o Parque Ecológico, Cachoeira do Urubu. No período das chuvas, geralmente entre os meses de março e maio, as quedas d’água estão em seu volume máximo, exibindo um dos mais belos espetáculos de belezas naturais. Quando as águas baixam, muitos peixes ficam presos nas fendas e buracos das pedras, servindo de alimento aos urubus, daí a origem do nome “Cachoeira do Urubu”.

O Parque foi criado em 1997, por uma lei estadual, está localizado 18 km da sede do município, com acesso via PI 211 e conta com estrutura de bares e restaurantes onde o turista pode saborear pratos variados da culinária local.


Esperantina também é história

Casa Grande do Olho D’água dos Negros

Localizada na comunidade quilombola, Olho Dágua dos Negros, a Casa Grande, hoje tombada pelo patrimônio histórico, foi construída em 1847, sob o comando de Mariano de Carvalho Castelo Branco. Por muitos anos, foi a sede da fazenda Olho D’Água dos Pires, uma das tradicionais famílias de coronéis criadores de gado e donos de escravos no Piauí.

Com a recente reforma em toda sua estrutura, a Casa Grande já está aberta à visitação com exposição de peças e utensílios domésticos que remontam história do cotidiano de famílias donas de escravos.  O acesso à Casa Grande é por via asfaltada, pela PI 117, que liga Esperantina à cidade de São João do Arraial.

 

Tradição e fé

A cidade de Esperantina tem como padroeira a Nossa Senhora da Boa Esperança, com a celebração dos festejo entre os dias 29 de agosto a 08 de setembro. Outro santo festejado é São Sebastião, com a celebração da novena entre os dias 10 e 20 de janeiro, dois momentos em que reúnem visitantes e principalmente esperantinenses que hoje moram em outras cidades.

A Igreja Matriz, na Praça Leônidas Melo, é o principal templo católico da cidade, construída ainda 1847, medindo 594 metros quadrados de área interna. Uma recente reforma que está sendo empreendida pela Paróquia, tem sido bastante criticada e motivou vários embargos por se tratar de um Patrimônio Histórico do Município por abrigar em seu interior obra de arte como um painel, na parede do altar, de autoria do pintor, piauiense João Batista, da cidade de Pedro II.

Na obra, o artista retrata o calvário de Cristo, utilizando-se de situações da vida real, como a fome, a violência sofrida ainda no regime militar, a vida de mulheres quebradeiras de coco babaçu, a exploração da mão de obra de trabalhadores rurais, a luta pela terra e a forte a atuação de uma “Igreja que fez a opção preferencial pelos pobres” (teologia da libertação), especialmente nas décadas de 80 e 90.

Cemitérios dos ciganos

Outro ponto de grande visitação é o cemitério dos ciganos, situado na comunidade Pequizeiro da Areia, zona rural do município, o local foi palco de uma chacina sofrida pelos ciganos, povo nômade das terras do norte piauiense.

Dados históricos apontam que, por ordem do então governador, Miguel Rosa, no ano de 1913, fora decretada a captura ou morte dos ciganos e o massacre aconteceu quando o grupo fugindo de Barras para Esperantina encontrou-se com as forças policiais. Entre os mortos, muitas crianças cujo mausoléu é visitado ainda hoje, numa expressão de fé e solidariedade póstuma às vítimas do massacre.




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